Considere uma função \(f: D \subseteq \mathbb{R} \rightarrow \mathbb{R}^2\) dada por \(f(t) = (x(t), y(t))\text{.}\)
O conjunto \(D \subseteq \mathbb{R}\) é o domínio de \(f\text{.}\)
O conjunto \(Im(f) = \{ f(t) \in \mathbb{R}^2 ; t \in D \}\) é a imagem de \(f\) ou trajetória de \(f\text{.}\)
A imagem de \(f\) é o lugar geométrico, em \(\mathbb{R}^2\text{,}\) descrito por \(f(t)\) quando \(t\) varia em \(D\text{.}\)
Exemplo1.1.2.
Seja \(f(t) = (t, 2t)\text{.}\)
Temos por exemplo, que \(f(0) = (0, 2(0)) = (0,0)\) e \(f(1) = (1, 2(1)) = (1,2)\text{.}\) De maneira geral, temos \(x = t\) e \(y = 2t\text{,}\) isto é, \(y = 2t = 2x\text{.}\) Isso representa uma reta em \(\mathbb{R}^2\text{.}\)
Figura1.1.3.Gráfico de \(f(t) = (t, 2t)\)
Exemplo1.1.4.
Seja \(F(t) = (\cos t, \text{sen } t)\text{.}\)
Aqui, temos \(t\) variando no intervalo \([0, 2\pi]\text{.}\) Como \(x(t) = \cos t\) e \(y(t) = \text{sen } t\) com \(t \in [0, 2\pi]\text{.}\) Como \(\cos^2 t + \text{sen}^2 t = 1\text{,}\) segue que \(x^2 + y^2 = 1\text{.}\)
Assim, vemos que a trajetória de \(F\) é uma circunferência de raio 1.
Figura1.1.5.Gráfico da trajetória \(F(t) = (\cos t, \text{sen } t)\)
Nota1.1.6.
Uma função \(f: D \subseteq \mathbb{R} \rightarrow \mathbb{R}^2\) dada por \(f(t) = (x(t), y(t))\) é também chamada de função vetorial.
A cada parâmetro \(t \in \mathbb{R}\) associamos um vetor \(\vec{v} = (x(t), y(t))\text{.}\)
Figura1.1.7.Vetores posição para pontos da trajetória
É comum escrevermos \(f(t) = x(t)\vec{i} + y(t)\vec{j}\text{,}\) com \(\vec{i} = (1,0)\) e \(\vec{j} = (0,1)\) para expressarmos a função vetorial \(f\text{.}\)
Obs: \(x = x(t)\) e \(y = y(t)\) são as equações paramétricas da trajetória de \(f\text{.}\)
Quando \(t \rightarrow \infty\text{,}\) temos \(e^{-0,22t} = \frac{1}{e^{0,22t}} \rightarrow 0\text{,}\) ou seja, o comprimento do vetor \(||g(t)||\) vai diminuindo para zero quando \(t\) vai aumentando.
Figura1.1.9.Gráfico da Espiral de \(g(t)\)
Subseção1.1.2Curvas em \(\mathbb{R}^3\)
Definição1.1.10.
Agora considere uma aplicação \(f: D \subseteq \mathbb{R} \rightarrow \mathbb{R}^3\) dada por \(f(t) = (x(t), y(t), z(t))\text{.}\)
A imagem de \(f\) é a trajetória de \(f\) e também podemos ter para cada \(t \in D \subseteq \mathbb{R}\) um vetor dado por \(f(t) = x(t)\vec{i} + y(t)\vec{j} + z(t)\vec{k}\text{,}\) onde \(\vec{i} = (1,0,0)\text{,}\)\(\vec{j} = (0,1,0)\) e \(\vec{k} = (0,0,1)\text{.}\)
\(x = x(t)\text{,}\)\(y = y(t)\) e \(z = z(t)\) são as equações paramétricas da trajetória de \(f\text{.}\)
Exemplo1.1.11.
Descreva a trajetória da função \(H(t) = (1+t)\vec{i} + (2+5t)\vec{j} + (-1+6t)\vec{k}\text{.}\)
Pelo que vimos em Geometria Analítica (Vimos?), essas equações representam uma reta em \(\mathbb{R}^3\) que passa por \((1, 2, -1)\) e tem direção do vetor \(\vec{v} = (1, 5, 6)\text{.}\)
Exemplo1.1.12.
Descreva a imagem de \(F(t) = (a\cos t, b\text{sen } t, c)\) com \(a \gt b \gt 0\) e \(c \gt 0\text{.}\)
A curva \(C\) projetada no plano \(xy\) é o círculo \(x^2+y^2=1\) e já vimos nesse material que uma parametrização é \(x(t) = \cos t\) e \(y(t) = \text{sen } t\) com \(t \in [0, 2\pi]\text{.}\)
Como \(y+z=2\) também é satisfeito na curva \(C\text{.}\) Podemos escrever \(z = 2 - y = 2 - \text{sen } t\text{.}\)
Portanto uma função vetorial cuja imagem é \(C\) é dada por:
\begin{equation*}
r(t) = \cos t \vec{i} + \text{sen } t \vec{j} + (2 - \text{sen } t)\vec{k} \quad \text{com } t \in [0, 2\pi].
\end{equation*}